O conhecimento empírico, o senso comum.

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Definimos, assim, os seguintes tipos de conhecimento: o conhecimento empírico, o senso comum.
Esse tipo de saber tem como fundamento as experiências de vida e muito util na hora saber  como fazer tcc.
São características desse saber a falta de sistematização, a espontaneidade, a falta de reflexão e de método.
Temos também o conhecimento mítico, que trata de um conhecimento baseado na fé de que existem modelos sobrenaturais dos quais brotam o sentido de tudo. São características desse saber a presença de representações que não são logicamente raciocinadas nem resultantes de experimentações.
Há, também, o conhecimento filosófico.
Ele é racional.
Baseia-se na especulação em torno do real, tendo como objeto a busca de resposta aos problemas fundamentais relacionados à existência, ao conhecimento, à verdade, aos valores morais e estéticos, à mente e à linguagem. Suas características mais marcantes são, de fato, não ser experimental.
É fortemente sistematizado, elevando com isso suas especulações verbais ao mais alto rigor lógico na procura de respostas para as inúmeras perguntas que podemos formular.
O saber das artes compõe o saber sensível e racional, que valoriza as experiências estéticas do humano e guarda o potencial de refletir e transformar a cultura. O conhecimento técnico é um tipo de saber que tem foco no fazer. O domínio do mundo e da natureza é especializado e recorre à aplicação de todos os outros saberes que lhe podem ser úteis. E, por fim, o que nos interessa: o conhecimento científico.
O saber científico é racional, é produzido mediante investigação da realidade, seja por meio de experimentos, seja por meio de busca do entendimento lógico de fatos, fenômenos, relações, coisas, seres e acontecimentos.
É um sabor sistemático, metódico, metodológico, que prevê a observação, a investigação, a experimentação, a validação, a comprovação, a refutação, novas observações e revalidações constantes.
O conhecimento científico possibilita ao ser humano elaborar instrumentos os quais são utilizados para intervir na realidade e transformá-la para melhor ou para pior.
Ao produzir diversos tipos de informações, conhecimentos e saberes, o ser humano pensa, problematiza, raciocina, julga, avalia, decide e age no mundo.
Assim retomamos à nossa pergunta inicial: como levar o orientando a realmente se envolver com o tema que lhe aguce a curiosidade, levando-o a descobrir o que lhe interessa, de fato, estudar? O que ele quer saber é saber cientificamente.
Quando o interesse pelo conhecimento é genuíno, todo o processo de pesquisa, por mais longo, minucioso e cheio de percalços, torna-se possível e, não raras vezes, muito agradável. Já se disse que conhecer é elaborar um modelo de realidade e projetar ordem onde antes havia caos.
Logo, uma questão que pode é convidar o aluno a colocar a si mesmo diante da decisão: o que pesquisar? O que o perturba? O que inquieta? Sobre que questão você está disposta a disponibilizar várias horas do seu dia para, ao fim de um longo processo, conhecer mais? Temos aqui um pouco mais complexo o trabalho de orientação, hora em que conversas entre orientando e orientador devem tomar o rumo do conhecimento do primeiro pelo segundo. Pense no seu aluno nesse momento como alguém a quem você precisa conhecer. Alguns instrumentos como entrevistas podem auxiliar no serviço. Quanto mais você conhecer sobre os interesses, os problemas da história de vida de seu orientando, maiores serão suas chances de ajudá-lo a encontrar o melhor objeto de pesquisa para ele. A escuta docente aqui não é uma escuta psicanalítica e nada parecido com isso. A intenção dessa nossa escuta é a de encontrar informações que levem a identificar relações, elos, entre os componentes curriculares típicos do curso do orientando e as suas motivações pessoais mais intensas, e um possível objeto de pesquisa surgirá disso.
Comumente, os alunos chegam aos orientadores com o objeto de pesquisa definido, e isso pode ser uma solução se revelar que o aluno tem um grande interesse de pesquisa que ele não abandonará de forma alguma.
Ou pode ser um problema se a escolha é imatura, inadequada, sem o foco. Um foco muito aberto, por exemplo, torna a pesquisa mais difícil e potencialmente confusa, inadequada em suas motivações.
E, nesses casos, levar ao aluno a perceber isso e voltar a etapa de definição do seu objeto pode ser bem complicado.
Ou seja, você terá, muitas vezes, o trabalho de refletir junto do seu aluno sobre a intensidade do interesse que ele tem sobre o objeto de pesquisa. Antes de partir para a elaboração custosa do projeto e, feito isso, a descoberta do ponto de partida, é necessário reconhecer os caminhos, os métodos que o orientando deverá trilhar.
Desenvolver, assim, o projeto de pesquisa que orientará as investigações e que, por fim, irá subsidiar a redação final do trabalho. Mas tudo isso será bastante mais fácil fazer e o uso será mais produtivo se aquele passo primeiro for bem dado.
Portanto, por hoje, nesta nossa conversa, que também inicia o nosso curso, fica uma dica que pensamos ser a mais valiosa que podemos deixar: atente para a escolha do objeto de pesquisa, a qual, se feita adequadamente, será um trunfo para o processo, e, do contrário, um espinho no pé, que incomodará durante toda a caminhada.
Uma abraço grande a todos e o nosso desejo que encontrem com seus alunos bons e suaves caminhos.